novas…raves? neon neon+klaxons
e ontem os produtores do Tim tinham mais motivos ainda para sentirem-se péssimos: se no dia do Kanye West o Ibirapuera parecia vazio, ontem então nem se comentava. se tivessem 200 pessoas, tinha muito. e o show do Neon Neon não animou muito ninguém. bom, pelo menos não até entrar um cara gordinho vestido excentricamente e botar o povo pra cima – foi o ápice do show.
depois de mais um tempinho esperando, já com o Ibirapuera um pouco mais cheio na parte da frente do palco, entraram os garotos do Klaxons, todos vestidos de forma bem…à la mode. uma amiga chegou a comentar que as roupas eram “o sonho de qualquer mulher”. mas ok, os caras ousaram.
e aí sim parecia que aquele lugar viria abaixo. quem estava na frente não precisava nem pular: o tablado construído cedia tanto aos pulos do público que ficando parado você já era lançado ao ar. e o público cantou aos berros os hits Golden Skans, Magick, Atlantis to Interzone, Gravity’s Rainbow e It’s Not Over Yet. a cada uma dessas músicas parecia que o parque viria abaixo (para quem estava lá na frente).
foi um show espetacular, mesmo que para poucas pessoas. como o do LCD SoundSystem ano passado!
e os caras do Klaxons realmente mandam muito bem no palco. não falam muito, de um jeito bem indie
(apesar de serem rotulados como “new rave”) de ser. mas tudo o que fazem é louco. aliás, o rótulo “new rave” fica bem explicado depois do show. é simplesmente louco. e eles ainda são simpáticos! o tecladista não parava de olhar a platéia e rir. e como todo moleque novo, eles ainda ficavam fazendo piadas e rindo entre uma música e outra.
valeu cada centavo gasto, mesmo tendo sido caro.
vBi
Kanye West por mais…muito mais!
o primeiro dos grandes shows do Tim Festival, festival de música brasileiro que este ano traz as grandes atrações para o Rio e para São Paulo, foi também cheio de revelaçõezinhas um tanto quanto incômodas para os organizadores. apesar de tudo, há que se dizer que o show de Kanye West, ontem, em São Paulo, foi um dos acontecimentos do ano.
com uma história estranha, o show é cheio de pirotecnias e loucuras no palco, que troca a cada música, praticamente. o espetáculo começa com um telão mostrando estrelas e uma voz mandando alguém “acordar”. logo vê-se que se trata de uma nave espacial e quem tem que acordar é Kanye, que durante todo o show não só canta como leva em frente a encenação.
e por aí vão vários dos hits deles misturados com a história que tem direito até a dinossauros que o comem vivo no palco. tudo muito bonito e super produzido.
e aí vem o Kanye, já perto do final, depois de ter cantado o super hit “Stronger”, que quase deve ter trazido abaixo o Ibirapuera apesar dos menos de 2 mil espectadores, conversar com o público amigo. conversa vai, conversa vem – sempre com as pessoas aplaudindo a cada vez que ele falava “Brazil” -, o rapper decide explicar porquê veio ao País. e é aí que os organizadores do Tim devem ter ficado descabelados, se é que algum deles entendeu o que Kanye West falou. segundo o rapper, vir ao Brasil não estava em seus planos, “mas aí”, continuou ele, “os produtores resolveram me pagar MUITO mais do que eu peço para montar este palco aqui”. tenham notado o tom bem irônico que ele usou quando referiu-se ao palco, querendo dizer que realmente não valia taaaanto assim.
bom, agora todos sabemos o motivo de o ingresso para o show dele ter sido tão absurdamente caro. os produtores do Tim pagaram uma quantia enorme que mesmo o próprio Kanye não pede…tudo para trazê-lo ao Brasil…enquanto isso, tem o Planeta Terra aí, custando meros R$ 40….
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