um curioso caso
o meu mais novo “queridinho” dos cinemas é o tal do Bejamin Button. fui assistir ao filme somente ontem, em um desses tediosos domingos. e não me arrependi.
na verdade eu já estava querendo ver O Curioso Caso desde que vi o trailer na TV. exatamente por ter ficado curioso com aquilo! um cara que rejuvenesce ao invés de envelhecer? e principalmente: como diabos eles conseguiram fazer o Brad Pitt parecer um moleque de 20 anos?!
outra de minhas dúvidas, que é explicada bem ao início do filme, era como uma pessoa poderia nascer velha? ele ia sair como da barriga da mãe? mas não, o Bejamin Button não nasce velho exatamente. ele nasce um bebê. só que com as características de um velho. (e, o mais curioso de tudo é que ele morre bebê também).
o filme certamente desperta umas sensações estranhas em quem assiste. aqueles que têm medo de envelhecer não vão gostar muito, acho. mas mesmo quem é desencanado com essas besteiras sai pensativo. afinal, como é dito em uma das cenas, no final nós todos viramos “crianças”, de certa forma, e precisamos que alguém cuide de nós.
e o filme não é bom só pelo apelo filosófico. a história é ótima – quase não dá para sentir as quase 3 horas de filmagem – e os atores estão muito bem. a única coisa que confesso não ter entendido é o contexto “Furacão Katrina” do filme. a história inteira na verdade é em flashback, pois é uma filha lendo o diário de Benjamin para sua mãe – e elas, no presente, estão em um hospital enquanto o furacão se aproxima.
vale totalmente a pena ver, de qualquer forma. vá sair lá do cinema e colocar esse cérebro para raciocinar um pouco e ver o que realmente significa envelhecer.
vBi
In a world where the world’s most famous narrator dies…
Morreu no início desta semana Don Lafontaine (ou a voz do cinema norte-americano), o dono das narrações da maioria dos trailers de filmes nos EUA. O ator foi internado com um pneumotórax e faleceu, aos 68 anos, na segunda-feira, em Los Angeles, segundo informações de jornais estadunidenses.
A expressão mais famosa do narrador e ator era justamente “In a world…”, que se pretarem atenção, é mesmo muito comum no início de diversos trailers. O tom grave da voz de Lafontaine rendeu-lhe o reconhecimento como “o narrador dos trailers” nos EUA. Mas parece que agora os estadunidenses terão que encontrar outro narrador que dê conta do recado depois de Lafontaine.
A perda deixa um buraco na narração de trailers em inglês. Agora, quem ocupar o lugar de Lafontaine terá o difícil trabalho de acostumar o mundo com sua voz. É quase como se o narrador da Globo morresse hoje e tivéssemos que ouvir outra voz anunciando o Jornal Nacional. Ou talvez quando Sid Moreira deixou de apresentar o Fantástico…Triste.
vBi
ouvindo: Naive – The Kooks; Whoo, Alright Yeah Uh huh (remixed) – The Rapture
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