e o Afeganistão vai às urnas
não foi esse exemplo máximo de democracia, mas os afegãos puderam, hoje, votar em quem será seu próximo presidente desde que o Talebã saiu do governo há quase 10 anos. ainda não se sabe quem ganhará o pleito, mas as apostas estão todas na reeleição do atual presidente, Hamid Karzai.
lá no Afeganistão, para se eleger, o candidato deve conquistar mais que 50% dos votos. caso o contrário, é convocado um segundo turno. os presidenciáveis com mais chances de ganhar, por enquanto, são Karzai e Abdullah Abdullah, ex-chanceler do atual governo.
o curioso foi que, mesmo com todas as ameaças, e mesmo com a presença do Talebã, as eleições correram normalmente. houveram sim casos de atentados em um ou outro lugar, mas, no geral, quem queria votar conseguiu fazê-lo. até na província de Helmand, considerada “reduto de insurgentes”, a votação ocorreu em relativa paz.
mas tudo isso pode ser questionado. o governo afegão proibiu que a mídia divulgasse qualquer notícia sobre os atentados durante as eleições, e chegou até mesmo a prender jornalistas estrangeiros no País. quase um exemplo de democracia, mas aí ainda há o problema com a (falta de) liberdade de imprensa.
um passo de cada vez.
vBi
o fim da martirização dos judeus?
que desde o final da Segunda Guerra os judeus são colocados em um pedestal todo o mundo já sabe. após as atrocidades do holocausto, o povo judeu foi praticamente todo transformado em santos, e o mundo simplesmente fechava os olhos para os abusos que os israelenses cometiam no Oriente Médio. mas isso tudo parece estar mudando.
esta semana, um porta voz do governo alemão, que, depois da Guerra, sempre foi o mais ameno com os judeus, condenou as incessáveis construções israelenses de mais acampamentos e assentamentos nas regiões que, oficialmente, depois do traçado da Linha Verde, pertencem à Palestina. e não é só o governo alemão que resolveu parar de passar a mão na cabeça do povo israelense: com a posse de Barack Obama, o país judaico perdeu um grande aliado na política internacional.
o mundo – e os europeus, principalmente – sempre se sentiram muito devedores em relação aos judeus. tanto que, depois de 1945, resolveram enfiá-los no meio da já existente Palestina e formar um Estado israelense – que contou, até há pouco, com total apoio do ocidente. a velha questão sobre “a quem pertence esta terra?” levantou-se e, daí para a frente, o mundo viu uma guerra que está longe de terminar. e a nação ocupante – judeus – não para de expandir-se, acuando cada vez mais os palestinos.
de alguns anos para cá, porém, parece que o mundo – principalmente a ONU, a Europa e, agora, os EUA – finalmente abriu os olhos e passou a enxergar os judeus como um povo qualquer. não são santos, não são inocentes, e, como muitos outros Estados, ambicionam territórios alheios. os israelenses parecem ter caído de seu pedestal beatificado, e cada vez mais organizações e países enxergam que, apesar de tudo que lhes foi feito, eles também cometeram atrocidades horríveis.
hoje, parece que só os judeus não querem criar dois Estados na região da Palestina. para eles, ou é a região toda, ou não é nada. (mas é claro que o motivo para tal decisão são os “terroristas”. assim como também foi esse o motivo para a última invasão do Iraque, e para muitos outros problemas). o mundo inteiro vem condenando veemente as políticas israelenses no Oriente Médio, e o Estado vem enfraquecendo-se sem a maioria de seus aliados.
ainda é cedo para dizer que Israel cederá, ou que perdeu completamente seus principais aliados, mas já pode ser verificado um enfraquecimento da influência (pelo sentimento de culpa do resto do mundo) judia. será que é o começo do caminho para a paz no Oriente Médio?
vBi
cuba na OEA: não tem como não comentar
eu até já postei sobre isso no Farol de Alexandria, mas é impossível não comentar A notícia de hoje: a revogação da expulsão de Cuba da Organização dos Estados Americanos (OEA).
para o governo cubano em si, essa medida não muda em nada, já que tanto Raúl quanto Fidel Castro disseram que não têm interesse em voltar a fazer parte do órgão. mas, mesmo assim, é algo importante, pois mostra que, pelo menos ao que parece, as imposições contra Cuba estão caindo.
é claro que ainda é cedo para falar em “fim do desembargo” a Havana, mas, quem sabe? o importante é que a OEA tomou uma decisão importante e simbólica. e, mesmo que os cubanos não queiram, ainda assim foi um gesto bacana – inclusive dos EUA, já que também são membros da organização.
vBi
ótimas recomendações
Não sabia se ria ou se chorava. Depois de quase todo esse tempo sem assistir ao programa eleitoral – por falta de tempo, não de vontade -, resolvi hoje parar em frente à televisão para ver quem são os candidatos a vereador aqui em São Paulo. Tem o Netinho, a Salete Campari, o Tim Maia…Mas acho que aquele que mais impressionou foi o SÉRGIO MALLANDRO.
Sabem quem ele apóia? O Alckmin. E aí fica a pergunta: que tipo de apoio é esse?! Se eu fosse o Alckmin, teria vergonha de que meu nome sequer fosse citado por uma figura dessas! Desculpem-me, mas depois ninguém entende porque a política está como está. Como alguém me disse enquanto assistíamos ao horário eleitoral, “vereador parece mais profissão de desempregado”. O salário é bom, qualquer um pode candidatar-se e…gente como o Sérgio Mallandro infelizmente consegue votos o suficiente.
vBi
Campanhas digitais
Ainda falta muito para o Brasil chegar a um nível realmente irritante (porém eficiente) de marketing político. O povo reclama da meia hora reservada na televisão e nas rádios (de sinal aberto), mas por aqui a propaganda política ainda é muito restrita. Nenhum candidato, aparentemente, descobriu ainda o Twitter, porém, alguns poucos já encontraram, desde esta eleição, na disseminadíssima rede de relacionamentos Orkut, um meio de mostrar-se.
Falo do Twitter porque, claro, estou maravilhado com a ferramente, mas são poucos os candidatos que possuem blogue ou que usam do meio digital – em expressiva ascensão – para fazer propaganda política. O que é uma pena. Nos Estados Unidos, por exemplo, a prática já é mais ou menos comum, bem mais do que por aqui, é certo. Lá, os principais candidatos à presidência possuíam perfis no Twitter, blogues (do Obama e do McCain), perfis em algumas redes de relacionamentos, banners espalhados por quase todos os sites importantes e propragandas em páginas acessadas em massa por jovens, como MySpace.
A estratégia de ambos os candidatos é ótima, e poderia ser adotada no Brasil. A internet é, hoje, um dos principais meios de comunicação e divulgação de informação, e o País é um dos líderes no ranking de acessos. Falta somente aos marqueteiros um pouco menos de conservadorismo e maior visibilidade para entender que o futuro está aí. Os recursos que a Web 2.0 nos oferecem podem e devem ser explorados, porque a geração posterior – nós que votamos agora – está mais que ligada a isso.
vBi
Ferramenta da Petrobras nem tão imparcial assim
O problema é que, sendo um programa, Ed dá respostas diferentes à mesma pergunta, então para não dizerem que manipulei nada, tive que refazer a mesma pergunta algumas vezes. A idéia surgiu quando, uma vez, espontaneamente, perguntei se ele gostava do Lula e ele respondeu “demais!”. Depois disso, resolvi perguntar “você gosta do FHC?”, mas a resposta foi: “Não falo sobre política. Política é como religião ou futebol. Não se discute”. Aí resolvi perguntar novamente sobre o Lula e Ed, novamente, disse “demais!”. Na terceira tentativa, ele mudou de discurso e falou sobre qualquer outra coisa.
O teste mostra que a ferramente, de certa forma, é pró-governista. Não que seja de se espantar, visto, mais uma vez, que falamos de uma estatal. Mas em um programa para crianças, seria melhor deixar política totalmente de lado. É claro que se tentarmos entrar em assuntos mais profundos, como mensalão, cartões corporativos, etc, Ed não terá uma opinião formada. Mas falar que o Lula é “demais” ele sabe…Propaganda?
Serra: uma vez PSDB, SEMPRE PSDB…
Contrariando aquilo que todos imaginavam e a opinião de analistas políticos, José Serra (PSDB-SP), atual governador do Estado de São Paulo, declarou feroz e abertamente seu total apoio à candidatura do também tucano Geraldo Alckmin à prefeitura de São Paulo hoje, durante o primeiro dia de propaganda eleitoral dos candidatos a prefeito.
Até ontem, era incerto se Serra apoiaria Alckmin, do mesmo partido, ou Gilberto Kassab, do DEM, que fora vice do governador quando ele ainda era prefeito da cidade. O impasse deixara Serra em uma saia-justa, e mesmo uma ala considerável do PSDB paulista tendo apoiado Kassab, até o horário eleitoral de hoje era incerto qual partido o atual governador tomaria, ou mesmo se não tomaria nenhum.
Em um breve discurso durante o programa de Alckmin, José Serra deixou certamente muitos boquiaberto ao afirmar que estava do lado do PSDB, partido que, segundo ele, já construiu história na cidade de São Paulo e continuará a criá-la. Ruim para Kassab, que já não tem uma imagem boa, melhor para Geraldo, que conta com o apoio de uma importante figura na luta contra Marta Suplicy (PT-SP), que conta com a figura do presidente Lula.
vBi
ouvindo: Suddenly I See – KT Tunstall; Such Great Heights – Postal Service
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