e o visto?
só tem um pequeno problema para as apresentações da cantora norte-americana Madonna nas próximas semanas aqui pelo Brasil. um probleminha simples, assim coisa básica: ela não tem visto para entrar no País. nem ela nem seus 128 ajudantes de palco. e há apenas duas semanas da primeira apresentação, todos têm que correr atrás disso.
é claro que, sendo a pessoa que é, para tudo dá-se um jeito. o “jeitinho brasileiro” de se resolver as coisas. mas não deixa de ser trágicômico tudo isso!
se ela consegue mudar o tráfego aéreo britânico, coisa que só a Rainha consegue além dela, ela certamente entra em nosso humilde Brasilzão. não se desesperem fãs ardorosos. seus 600 reais estão garantidos!
Planeta Terra
quase uma semana depois, finalmente arranjei um tempinho pra postar aqui o que achei do festival…(isso é que é final de semestre para quem ainda é estudante)
bom, vamos começar do começo. já eram quase 20h quando cheguei à Vila dos Galpões, e o show do Jesus and Mary Chain já tinha começado. a banda, uma das mais esperadas por essa nação “índio” de São Paulo e afins, não estava lá muito empolgante. aliás, parece-me que o grande problema do Terra deste ano foi justamente esse: falta de empolgação (no palco principal).
o Jesus and Mary Chain mandou umas musiquinhas conhecidas, o povo cantou um pouco junto, mas
ninguém estava pulando e aos berros. ao mesmo tempo, no palco Indie, rolava o fantástico show do Foals…
Foals. jamais tinha ouvido falar na banda, e só fui ver o show porque o JaMC estava insuportável. e foi a melhor coisa que fiz! peguei o show já do final, mas estava super dançante. as pessoas do palco indie sim estavam super empolgadas e dançantes – aquilo parecia uma balada. e no finzinho mesmo, quando o povo começou a vir para o show do Spoon, parecia que não caberia mais ninguém ali!
e aí Foals acabou para dar espaço a Spoon, que de mansinho veio animar o povo também. não conhecia
muito também todas as músicas, mas o jeito paradão do Spoon não fez com que a galera desanimasse: pelo contrário, todos ficaram bem empolgados. mas para mim Spoon acabou mais cedo, afinal Bloc Party viria logo em seguida e eu não queria perder!
em Julho de 2007, em Werchter, na Bélgica, assisti a uma das melhores apresentações do Bloc Party. Kele comandava a multidão e achava tudo lindo. e sem CD novo, todas as músicas já eram hit e todos cantavam junto. já no Brasil, um ano e pouco depois e um CD depois também, o show foi bem diferente.
a maioria das pessoas com quem conversei achou o show morno exatamente porque o Bloc Party mandou muita música nova. vou ser sincero: é tudo uma questão de “veja bien”…aonde eu estava, na frente, deveria ter somente fãs da banda. então ali sim estava tudo bem animado. quer dizer: não tem como você não se animar e não pular e gritar quando todos à sua volta o estão fazendo. por isso gosto de ver show da frente, porque mesmo quando você não conhece a banda, se diverte.
bom, como ia dizendo, fiquei na frente, e mesmo quando o Bloc Party mandava suas novatas (algumas nem tão novas assim, como os hits Mercury e Flux, que infelizmente o povo não conhecia) todo mundo surtava aonde eu estava. e desnecessário dizer que os hits do primeiro CD, principalmente Banquet e Helicopter parecerem que iam fazer todo o mundo morrer de pular.
(aliás, achei o Kele extremamente simpático. acho que depois da apresentação em Buenos, ele deve ter ficado feliz que aqui pelo menos tinha gente e o povo cantava junto. uma hora ele até deu um sorrisinho e, quando a menina ao meu lado acenou para o palco, ele acenou de volta!)
uma coisa que não me sai da cabeça foi, um ano atrás, quando eles também fecharam o show com Helicopter. depois de só mandarem hits, Kele parou, virou para todos aqueles belgas e disse: “essa última música…bem, eu só quero que ela entre em cada um de vocês. eu quero que cada pessoa aqui sinta a música dentro de si, e que se deixe dominar por ela…afinal, é um de nossos maiores sucessos…e não é pra ninguém ficar parado”. e, de repente, bum: parecia que o festival acabaria no instante seguinte à música e que todos deveriam aproveitar ao máximo. em São Paulo foi ok. (novamente, aonde eu estava foi ótimo, mas não olhei para trás para verificar…falo pelo que ouvi dizer)
e depois de Bloc Party viria Kaiser Chiefs. infelizmente não fiquei para ver o show. nesse mesmo festival que fui ano passado, eles também tocaram, só que antes do Bloc Party. e achei a apresentação bem ok. no fim foi erro meu, porque disseram que o show foi ótimo. mas novamente…é tudo uma questão de “veja bien”…
no fim, achei que o Terra foi OK…depois de tudo que todos (inclusive eu) falaram do Tim, ele acabou se saindo melhor este ano. não por nada, mas apesar dos preços e de tudo, o povo era mais animado, e as bandas levantaram a pessoa – exemplo disso é o show quase que íntimo do Klaxons em SP que parecia que ia destruir o Ibirapuera.
Bloc Party deveria ter ido pro palco indie. Foals merecia mais atenção. Offspring estava deslocado. Spoon foi legal. Kaiser Chiefs poderia ter sido Amy Winehouse.
no fim, shows sempre são algo bom. agora vamos esperar Radiohead!
vBi
novas…raves? neon neon+klaxons
e ontem os produtores do Tim tinham mais motivos ainda para sentirem-se péssimos: se no dia do Kanye West o Ibirapuera parecia vazio, ontem então nem se comentava. se tivessem 200 pessoas, tinha muito. e o show do Neon Neon não animou muito ninguém. bom, pelo menos não até entrar um cara gordinho vestido excentricamente e botar o povo pra cima – foi o ápice do show.
depois de mais um tempinho esperando, já com o Ibirapuera um pouco mais cheio na parte da frente do palco, entraram os garotos do Klaxons, todos vestidos de forma bem…à la mode. uma amiga chegou a comentar que as roupas eram “o sonho de qualquer mulher”. mas ok, os caras ousaram.
e aí sim parecia que aquele lugar viria abaixo. quem estava na frente não precisava nem pular: o tablado construído cedia tanto aos pulos do público que ficando parado você já era lançado ao ar. e o público cantou aos berros os hits Golden Skans, Magick, Atlantis to Interzone, Gravity’s Rainbow e It’s Not Over Yet. a cada uma dessas músicas parecia que o parque viria abaixo (para quem estava lá na frente).
foi um show espetacular, mesmo que para poucas pessoas. como o do LCD SoundSystem ano passado!
e os caras do Klaxons realmente mandam muito bem no palco. não falam muito, de um jeito bem indie
(apesar de serem rotulados como “new rave”) de ser. mas tudo o que fazem é louco. aliás, o rótulo “new rave” fica bem explicado depois do show. é simplesmente louco. e eles ainda são simpáticos! o tecladista não parava de olhar a platéia e rir. e como todo moleque novo, eles ainda ficavam fazendo piadas e rindo entre uma música e outra.
valeu cada centavo gasto, mesmo tendo sido caro.
vBi
Kanye West por mais…muito mais!
o primeiro dos grandes shows do Tim Festival, festival de música brasileiro que este ano traz as grandes atrações para o Rio e para São Paulo, foi também cheio de revelaçõezinhas um tanto quanto incômodas para os organizadores. apesar de tudo, há que se dizer que o show de Kanye West, ontem, em São Paulo, foi um dos acontecimentos do ano.
com uma história estranha, o show é cheio de pirotecnias e loucuras no palco, que troca a cada música, praticamente. o espetáculo começa com um telão mostrando estrelas e uma voz mandando alguém “acordar”. logo vê-se que se trata de uma nave espacial e quem tem que acordar é Kanye, que durante todo o show não só canta como leva em frente a encenação.
e por aí vão vários dos hits deles misturados com a história que tem direito até a dinossauros que o comem vivo no palco. tudo muito bonito e super produzido.
e aí vem o Kanye, já perto do final, depois de ter cantado o super hit “Stronger”, que quase deve ter trazido abaixo o Ibirapuera apesar dos menos de 2 mil espectadores, conversar com o público amigo. conversa vai, conversa vem – sempre com as pessoas aplaudindo a cada vez que ele falava “Brazil” -, o rapper decide explicar porquê veio ao País. e é aí que os organizadores do Tim devem ter ficado descabelados, se é que algum deles entendeu o que Kanye West falou. segundo o rapper, vir ao Brasil não estava em seus planos, “mas aí”, continuou ele, “os produtores resolveram me pagar MUITO mais do que eu peço para montar este palco aqui”. tenham notado o tom bem irônico que ele usou quando referiu-se ao palco, querendo dizer que realmente não valia taaaanto assim.
bom, agora todos sabemos o motivo de o ingresso para o show dele ter sido tão absurdamente caro. os produtores do Tim pagaram uma quantia enorme que mesmo o próprio Kanye não pede…tudo para trazê-lo ao Brasil…enquanto isso, tem o Planeta Terra aí, custando meros R$ 40….
os et’s que ninguém viu
14 de Outubro de 2008. o dia em que uma nave espacial da auto-denominada Federação Da Luz deveria ter “estacionado” na atmosfera terrestre e estaria visível em qualquer lugar do hemisféio sul. pelo menos isso foi o que o vídeo abaixo, viral, espalhado via YouTube, afirmou. e ele foi visto por milhares de pessoas. mas alguém aí viu a nave?
eu sempre achei que fosse do pensamento de que se deve respeitar todo e qualquer tipo de crença ou religião. mas aí isso já acho meio patético. tudo bem que tem quem acredite em elfos domésticos – há em um dos episódio de Trading Spouses uma família que leva isso bem a sério -, mas divulgar um vídeo na internet desses? e ainda tem gente que acredita.
o curioso mesmo é que, com as facilidades da internet e da Web 2.0, esse tipo de coisa perdeu a graça. imaginem 1938, quando Orson Welles narrou a invasão de alienígenas ao planeta. hoje não teria o mesmo impacto. não sei se as pessoas estão ficando descrentes ou se a informação é tanta e tão fácil de ser checada que não causa mais espanto!
pelo menos o viral serviu para mostrar a força e a rapidez com que as coisas espalham-se hoje: no Twitter, todos perguntavam-se sobre os etês. no youtube é desnecessário comentar, pois quase todos assistiram ao vídeo. diversos blogues comentaram o assunto, e nesse meio do povo ligado à web, não teve quem não falasse sobre isso.
agora resta-nos esperar a desculpa ou então que um ovni apareça misteriosamente entre hoje e sexta.
vBi
Sem lenço, sem ingresso…
Desde meia-noite da quarta-feira que eu, assim como milhares de outras pessoas, tento comprar um ingresso para o show da rainha do pop, Madonna. E assim como milhares, também, não consegui nada até agora. Da pista VIP já desisti, e a esse momento só me restam duas opções: arquibancadas e pista.
A situação demonstra a falta de organização da empresa Time4Fun, responsável pela venda dos ingressos e por trazer a cantora ao país. O site disponível para a compra encontrava-se congestionado durante todo o dia de ontem; tentar comprar pelo telefone era inviável; enfrentar filas de 12 horas eu não podia. O que resta? Provavelmente não irei ao show porque as promessas de facilidade de compra prometidas pela empresa não foram cumpridas, mesmo tendo eu, desde às 0h00 de quarta até agora não ter parado de tentar comprar o ingresso.
Quem conseguiu comprar espere só para ver como vai ser no dia dos shows em si. Continuarei tentando aqui, enquanto isso. E esperando que os boatos de uma possível terceira data tornem-se reais.
Set-list da Sticky & Sweet Tour
Hoje começou oficialmente a turnê Sticky & Sweet da cantora Madonna em Cardiff, Reino Unido. A turnê deve passar por diversos países da Europa, América do Norte e termina em São Paulo no dia 18 de dezembro. Será uma das turnês mais caras de Madonna em toda a sua carreira – só em cristais Swarowski são £1 mi -, e das mais aguardadas.
Com o primeiro show, foi também divulgado o set-list oficial do Tour – disponível pelo Getty Images mesmo -, que pode variar de país para país em alguns detalhes, mas que se mantém basicamente o mesmo durante todo o percurso. Serão quatro “etapas” do show: Pimp, Old School, Gypsy e Rave. Cada um dos blocos possui figurinos diferentes e músicas adeqüadas ao tema.
Confira o set:
(não me dei ao trabalho de tirar a marca do Getty Images porque achei desnecessário…)
vBi
ouvindo: Into the Groove, Madonna
Até que enfim, a confirmação…
Hoje foram confirmados, finalmente e oficialmente, os dois shows da cantora Madonna no Brasil: nos dias 14 – no Rio – e 18 – em São Paulo – de dezembro. Os shows acontecem quinze anos após a última passagem da cantora pelo país, em 1993, com a turnê The Girlie Show. Desta vez, Madonna vem ao Brasil promover sua turnê Sticky & Sweet, com músicas do último CD, Hard Candy.
Hard Candy foi um dos discos mais criticados da cantora norte-americana. O estilo black do CD desagradou muitos fãs de Madonna, que se animaram com as atidas eletrônicas de Confessions on a Dance Floor, seu trabalho anterior. Com o tempo, porém, mesmo Hard Candy foi caindo nas graças do público, e hoje já é considerado um CD bom, mas não um dos melhores da cantora.
Os ingressos para os shows do Sticky & Sweet Tour variam de R$160 a R$600, preço relativamente barato se considerado o tamanho do show. Os ingressos para o show do Rio começam a ser vendidos dia 1º de Setembro, e os do show em São Paulo, no dia 3. Porém, as compras online só poderão ser feitas com cartões de crédito Bradesco ou American Express, ponto negativo para um show do porte do de Madonna, que não deveria dr-se ao luxo de restringir suas vendas a um certo tipo de público. Nas bilheterias oficiais e pontos de venda, a forma de pagamento é livre.
MADONNA NO RIO DE JANEIRO
Onde e quando: Estádio do Maracanã, 14/12
R$: R$ 180 (arquibancada), R$ 220 (cadeiras laterais), R$ 250 (cadeiras centrais e pista), R$ 300 (arquibancada central) e R$ 600 (pista vip)
Início da venda de ingressos: 1º de setembro
MADONNA EM SÃO PAULO
Onde e quando: Estádio do Morumbi, 18/12
R$: R$ 160 (arquibancada laranja), R$ 180 (arquibancada vermelha e azul), R$ 250 (cadeiras inferiores e pista), R$ 300 (cadeiras superiores) e R$ 600 (pista vip)
Início da venda de ingressos: 3 de setembro
vBi
Nike 10L
Eis que hoje chega a agradável notícia de que a Nike estaria promovendo um sei lá o que aqui pelo jardim paulista e oferecendo bebida de graça. Desculpem a sinceridade, mas quem não gosta desses coquetéis? O triste foi que a bebida oferecida era cerveja, e não bebo isso – não por nada, só não gosto mesmo. E qual não é a diversão em sair por aí fazendo romaria em diversas lojas do bairro bebendo de graça, vendo o povo e…bebendo com dinheiro da Nike!
E aí começamos pela Augusta, descendo a partir da Santos, entrando na Maze e admirando belos tênis (caríssimos), os quais jamais compraríamos. Mas a bebida estava ali, então…
Depois, a Ouro Fino. No subsolo, aquele povo estranho e desanimado fazendo o conhecido “carão”…aff. Em cima, o povo mais animado – do Hip Hop – dançava e fazia aquilo que todos estávamos ali para fazer: beber. Acho que foi nossa parada mais animada, mesmo não sendo nenhum de nós do Hip Hop. Mais tênis lindos, preços um pouco mais baratos, mas, como sempre, a bebida sorria para a galera!
A Nike Store foi, ironicamente, acho que o lugar mais desanimado. Ai, que gente chata que tinha por todas as partes. Tá, não que eu seja a pessoa mais legal do mundo, mas tava todo o mundo tão desanimado e x. Sei que me diverti mesmo na Doc Dog Sneakers, onde pelo menos provei um tênis inacreditável. Assim: sempre muitos tênis sorrindo para você e bebidas…ah as bebidas.
Foi sim uma tarde um tanto quanto agradável. Esses eventos sempre nos favorecem.
PS: ai, não tava na verdade com saco para escrever agora, sabe?
vBi
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