MediaOn, seminário de jornalismo online, começa discutindo a qualidade do profissional
O 3º seminário internacional de jornalismo online, MediaOn, realizado pelo portal latino-americano Terra, teve início nesta terça-feira, 27, com debate, no Itaú Cultural, com o jornalista investigativo estadunidense Joshua Benton sobre jornalismo de qualidade na web. Benton é também diretor do Nieman Journalism Lab, da Universidade de Harvard, e pesquisa justamente os rumos da profissão no meio online.
Para ele, que se diz um otimista, “neste mundo no qual há escolhas crescentes, as pessoas estão elegendo outras mídias que não as impressas para se informarem”. A internet, portanto, segundo o analista, veio para mudar profundamente o jornalismo, não para matá-lo, como muitos acreditam.
O pico de circulação dos jornais diários, nos Estados Unidos, deu-se durante o final da segunda guerra mundial, no ano de 1945. De lá para cá, as tiragens vêm diminuindo e as pessoas têm buscado outros meios de comunicação. “O declínio, portanto, começou muito antes de a internet chegar”, afirmou Benton. Os impressos, para ele, dificilmente deixarão de existir, mas terão de reinventar-se, assim como aconteceu com o rádio quando da invenção da televisão.
O que o especialista afirmou serem algumas causas, em seu país, para a crise da mídia impressa são a grande extensão territorial – o que dificulta a existência de um grande jornal de tiragem e abrangência nacional – e o alto número de pessoas conectadas à rede. Além disso, não há como negar os baixíssimos custos da internet quando comparados aos dos meios em papel – um anúncio de ¼ de página, por quatro domingos seguidos, custa em torno de 157 mil dólares, enquanto a mesma propaganda na web sai por 7 mil e quinhentos dólares por todo um mês.
Mas não é só o marketing que contribui para a decadência do jornalismo impresso tal como é conhece hoje. Os leitores também buscam algo a mais: menos de 1% dos internautas estadunidenses, por exemplo, visitam as páginas dos grandes veículos na web. “Enquanto que do ponto de vista do jornalista há informação demais, do lado do leitor poderia haver mais coisas”, afirma Joshua. Ou seja, o leitor busca informações e notícias por outros canais que não os tradicionais. É um movimento alavancado pela internet.
O papel do jornalista, nessa conjuntura, é atuar mais como filtro das informações online, levando o leitor para outros sites relevantes e direcionando-o para que se aprofunde no conteúdo de seu interesse. “Até hoje os jornais têm filtrado conteúdo que poderia ser interessante e dado prioridade apenas a um tipo de informação”, continua o jornalista. Ele citou como exemplos redações de poucas pessoas que, focadas nesse intuito de mais que informar, têm tido sucesso maior que as tradicionais páginas dos grandes jornais dos EUA. Em outras palavras, como aconselhou outro colega, Jeff Jarvis, em citação apresentada por Joshua, “façam o que fazem de melhor, e linquem o resto”
Dado todo esse cenário, o jornalista terminou sua palestra com um alerta para que os profissionais mantenham o alto padrão de qualidade da profissão: “a internet treinou as pessoas para ouvirem a informação através de uma espécie de contato social; ela não tolera descaso ou falta de comunicação entre o novo jornalista e o leitor”. E terminou lembrando que “nós [jornalistas] vamos ser as pessoas que lêem os websites para que os leitores não tenham que fazê-lo”, em uma alusão à ideia de Jeff Jarvis.
vBi
Os Brancos Que Se Entendam…
São 7 horas da manhã. Uma senhora vira-se para o marido e diz:“Buongiorno[*]”. A 120 quilômetros dali, à mesa do café da manhã, um rapaz que cultiva suas raízes brinca com a mãe: “Zeg, moeder, zijn de eieren al gebakt?*”. Apesar de tudo, não estamos na Europa, porque, de volta à primeira localidade, não muito longe da família italiana, um diálogo qualquer em Tupi também começa logo cedo. Wir sind im São Paulo*. Mesmo imaginários, os diálogos acima ilustram que, apenas em um Estado brasileiro, são faladas, pelo menos, 20 línguas diferentes do Português. No País todo, passam de 200 os idiomas.
O português é, de fato, o idioma mais amplamente executado no país. Trata-se, ainda, da expressão lingüística oficial da nação. Contudo, nem de longe figura como a única língua brasileira. Dos quase 190 milhões de brasileiros – censo estimativo de 2008 – espalhados em uma área de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, muitos não são falantes lusófonos. A “língua do Brasil”, portanto, não é uma. São várias.
O Estado, desde 1988, deu à Língua Portuguesa o status de língua oficial única, mas reconhece o direito de cada pessoa falar e expressar-se em qualquer idioma. “Há a liberdade de cada um falar sua própria língua, sem que o Português exerça uma ‘ditadura’ linguística. A Constituição, então, reconhece aos povos que eles têm direito a sua cultura e idiomas”, afirma o Professor Eduardo Guimarães, linguista da Universidade de Campinas (Unicamp) e coordenador do projeto Enciclopédia das Línguas no Brasil (ELB).
FALARES E SOTAQUES
Curiosamente, há uma proximidade notável entre as formas lusófonas de se falar no Brasil. “Em relação ao Português de Portugal, o do Brasil tem tantas mais diferenças. Há mais variações entre este e aquele que entre os diferentes falares do Portugês brasileiro. É como se este fosse outra língua, com características particulares”, diz o professor Guimarães.
Não fosse a oficialização do idioma, porém, e dada a vasta extensão de nosso território, especialistas acreditam ser provável que as diferentes formas da língua lusófona brasileira tivessem evoluído independentemente, criando uma quantidade impensável de dialetos, como em países como a China ou a Índia.
“O que surpreende é que, sendo o Brasil o país grande que é, haja esse grau tão enorme de proximidade entre os diversos ‘falares’ aqui. Uma pessoa do extremo sul entende perfeitamente uma pessoa do Nordeste, mesmo que aqui ou ali apareçam palavras que lhe sejam estranhas”, continua o linguista.
O português Made in Brasil
Outra curiosidade do idioma do Brasil é que ele conviveu com outras línguas, incorporando suas peculiaridades. “O Brasil é um país multilíngue. Essa característica linguística é significada politicamente pela tensão histórica entre um imaginário de unidade, comum a um grande número de países contemporâneos, e uma divisão das línguas e de seus falantes”, constata Eduardo Guimarães.
No decorrer dos anos, as influências das línguas africanas, de imigrantes e indígenas foram tantas que falar em “português” acaba parecendo equivocado para alguns estudiosos. De todos os oito países lusófonos – nove, se considerado Macau, província autônoma chinesa -, o Brasil é dos que possui o idioma que mais se separa daquele de Portugal.
“A questão da língua que se fala toca os sujeitos em sua autonomia, em sua identidade, em sua autodeterminação. E assim é com a língua que falamos: falamos a língua portuguesa ou a língua brasileira?”, questiona-se a professora Eni Orlandi, linguista e coordenadora do Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb), da Unicamp.
O debate data de anos; o movimento de reconhecimento do português começou, na realidade, em 1946, quando, naquela Constituição, resolveu-se que o nome “português” seria o da língua do País, sem ainda oficializá-lo como idioma oficial nacional. “Foi uma escolha política. Os constituintes poderiam ter optado por uma outra língua, o ‘brasileiro’, ou qualquer outra nomenclatura. Mas resolveram aproximar-se das nossas raízes e dizer que no Brasil também falava-se o português”, completa Eduardo Guimarães.
Mas o fato comprovado é que o idioma que se fala no Brasil, o mesmo que evoluiu do Português, difere deste – menos na normatização padrão da escrita. Mesmo essa “norma culta” existe porque continuamos a chamar nossa língua de Português, o que nos faz, portanto, obedecer às regras deste. “O português e o brasileiro não têm o mesmo sentido. São línguas materialmente diferentes”, finaliza Orlandi.
Míra paûé[†]
O “brasileiro” foi influenciado diretamente pela convivência com três grandes grupos linguísticos, um deles o das línguas indígenas. Um dos estudiosos dessas línguas nativas do Brasil é o Professor Angel Corbera, também da Unicamp. Segundo ele, hoje haveria algo em torno de 180 línguas indígenas “vivas” – ainda sendo praticadas – no Brasil. Dessas, a grande maioria pertence ao tronco linguístico do conhecido Tupi-Guarani.
“De acordo com os cálculos do professor da UnB, Aryon Rodrigues, à chegada dos europeus portugueses havia aproximadamente 1.175 línguas indígenas. Diversos fatores fizeram com que 85% das línguas desaparecesse, mantendo-se apenas 15%.”, afirma Corbera.
Mesmo com a drástica redução no número das línguas desses nativos brasileiros, sua importância é notável. “Sem dúvida, podemos aprender muito sobre a cultura brasileira conhecendo a história dos povos indígenas e pelo estudo de suas línguas respectivas. Destaca-se, sobretudo, as plantas alimentícias, frutas, plantas medicinais e industriais cultivadas pelos povos índios que eram inicialmente desconhecidas pelas culturas europeias”, conta o professor Angel.
Palavras como mandioca, Ipanema, Guarulhos, ipê, oca, entre outras – afinal, a lista seria interminável – têm, todas, origens indígenas. O que aconteceu, então, com essas línguas, com seus falantes? Depois de anos mudando nosso Português, as línguas indígenas foram dizimadas por um processo que, desde sempre, era de mão única: o Português jamais contribuiu em algo substancialmente positivo para esses idiomas; ele foi, pouco a pouco, engolindo essas línguas indígenas.
“A redução de 1200 para 180 línguas indígenas nos últimos 500 anos foi o efeito de um processo colonizador extremamente violento e continuado, o qual ainda perdura”, conta Aryon Rodrigues, professor do Laboratório de Línguas Indígenas da Universidade de Brasília (UnB).
Portanto, os brasileiros que falam o Jê, o Nambikwára, o Tariana, o Nheéngatu, correm sério risco de perderem seu idioma. Talvez não em curto prazo, mas muitas dessas línguas estão sim ameaçadas de extinção. A família linguística do Ofayé, por exemplo, possui hoje 5 falantes no Estado do Mato Grosso, sendo que todos eles falam Ofayé-Xavânte, o que a caracteriza como a língua menos falada no País. Caso esses idiomas sejam perdidos, milhares de brasileiros terão perdido seu direito a língua e culturas próprias. E é o caminho que parecemos estar percorrendo.
O que mais podemos dizer?
Chegadas com os imigrantes no Brasil a partir de 1824, as línguas alóctones – ou de imigração, como são chamadas – no País são em torno de 35. “Algumas delas têm grande população, como o talian (ou vêneto brasileiro), o hunsrückisch (principal língua germânica falada no Rio Grande do Sul e outros estados) e o japonês”, relata Gilvan Müller, Professor da Universidade Federal de Santa Catarina e pesquisador do IPOL (Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística).
Esses idiomas estrangeiros são falados, na realidade, por cidadãos brasileiros há pelo menos três gerações. Esse tempo foi suficiente para caracterizá-los, também, como “brasileiros”, muito embora nenhum seja reconhecido pelo governo. Eles são a forma de os imigrantes manterem, de alguma forma, sua identidade cultural, e são importantes também para o Brasil por diversificar nosso país.
“Essas línguas se territorializaram e compõe o mosaico cultural brasileiro junto com as línguas indígenas, as línguas afro-brasileiras e as línguas de sinais das comunidades de surdos”, afirma Gilvan.
Hoje, ao contrário do que se pensa, essas línguas de imigrantes não estão desaparecendo, mas mudando. Muitos dos dialetos trazidos pelos europeus nos séculos passados foram adquirindo características tão singulares aqui no Brasil que atualmente só são falados em território nacional. Além disso, os fluxos migratórios depois dos anos 2000 voltaram a crescer, mas com pessoas vindas da América Latina, do Oriente Médio e da África.
Além de todas essas línguas citadas, ainda há remanescentes de idiomas africanos. “Embora não mais falados no Brasil, podem-se reconhecer suas presenças em dois contextos específicos: nos cânticos e na linguagem ritual utilizada nos cultos afro-brasileiros, e em algumas comunidades afro-descendentes (Cafundó, Tabatinga) que conservaram o uso de um léxico de origem africana”, afirma Margarida Petter, professora da Universidade de São Paulo especialista em línguas africanas.
A realidade das línguas africanas tende a mudar, visto que já são muitos os que fogem de seus países rumo a lugares como o Brasil, seja pela proximidade linguística – casos de angolanos e moçambicanos -, seja por afinidade cultural. Em pouco tempo, esses idiomas podem entrar na categoria de línguas alóctones também.
O plurilinguismo brasileiro, “um dos mais ricos do mundo”, de acordo com Gilvan Müller, define as línguas brasileiras como muito mais que somente o português, como está fincado no imaginário nacional. “’Línguas brasileiras’ é um conceito político que visa a valorizar o patrimônio e valor das línguas da população brasileira e, ao mesmo tempo, valorizar as comunidades lingüísticas. Esse conceito dá conta da necessidade de extensão dos direitos lingüísticos a todas as comunidades brasileiras”.
[*] Bom dia, em Italiano
* Diga-me, mãe, os ovos já estão prontos?
* Nós estamos em São Paulo
[†] Todas as nações, no idioma Nheengatu, de acordo com http://tupi.wikispaces.com/Vocabul%C3%A1rio+comparado+nheengatu-tupinamb%C3%A1
em Honduras…
tenho um amigo hondurenho com o qual estive conversando ontem para entender melhor o que acontece lá. é sempre mais bacana conseguir conversar com alguém que esteja de fato vivendo a situação do que acreditar apenas no que se ouve e lê nos jornais.
a primeira coisa que ele me contou e que ninguém está falando é que Tegucigalpa está, literalmente, um caos. não tem apenas toque de recolher: água, luz, meios de comunicação (telefone, internet, etc), tudo é cortado diariamente em horários aleatórios, para confundir a população. enquanto conversávamos por MSN, ele ficou offline algumas vezes por causa dos cortes.
além disso, ninguém pode mais sair às ruas depois das 18h, e o clima pelo país inteiro é de tensão. a maioria dos jovens parece não apoiar o governo golpista, mas ao mesmo tempo não sabem direito o que fazer. e as pessoas ainda estão com medo dos militares e da polícia, ambos aliados ao governo.
não consegui mais falar com esse amigo depois disso, mas assim que souber mais coisas, vou postando!
vBi
Kids ganha clipe finalmente!
“enfim”. é a única coisa que os índios do meu Brasil devem estar conseguindo dizer neste momento! se Cuba ontem foi A notícia, hoje, no mundo indie, o clipe de Kids é a bomba. a música, mais famosa do grupo MGMT, e hit indie do ano passado, ganhou finalmente clipe. hoje, no site oficial, foi postado um link para o vídeo.
o filminho é tão psicodélico quanto a banda e a música. não esperem muita coisa. mas o que vale mais a pena é o bebê! ele é muito bacaninha! dá um pouco de dó porque ele sofreu o clipe praticamente inteiro, mas os caras do MGMT garantem que ele não foi machucado de forma alguma. mesmo assim…
nada de muito especial, mas, ainda assim, um dos clipes do momento. não quero contar nada, que é para todos terem o gostinho de assistir sem saber quase nada. (bom, tá, que ia ter pelo menos um “kid” todos deviam imaginar, então aquilo não entra nisso! hahaha)
5, 4, 3, 2, 1…
vBi
e o visto?
só tem um pequeno problema para as apresentações da cantora norte-americana Madonna nas próximas semanas aqui pelo Brasil. um probleminha simples, assim coisa básica: ela não tem visto para entrar no País. nem ela nem seus 128 ajudantes de palco. e há apenas duas semanas da primeira apresentação, todos têm que correr atrás disso.
é claro que, sendo a pessoa que é, para tudo dá-se um jeito. o “jeitinho brasileiro” de se resolver as coisas. mas não deixa de ser trágicômico tudo isso!
se ela consegue mudar o tráfego aéreo britânico, coisa que só a Rainha consegue além dela, ela certamente entra em nosso humilde Brasilzão. não se desesperem fãs ardorosos. seus 600 reais estão garantidos!
DDI (e não é chamada internacional)
essa é a sigla aportuguesada para o Distúrbio de Dependência de Internet, ou Internet Addiction Disorder (IAD no original), doença contemporânea e que pode vir a ser “oficializada” pela – vejam só – China. o mesmo país que impõe censura aos internautas é também o lugar aonde os cientistas querem transformar essa sigla em uma doença, com direito a tratamento e tudo.
entre os sintomas mais comuns, estão: deixar de realizar atividades para ficar em frente a um computador; perder contato com conhecidos; falta de sono; vício aparente em jogos/internet; e não conseguir ficar longe do computador por um período superior a 6 horas.
os métodos chineses de cura são bem curiosos: nada como a velha tortura – os pacientes são enviados a clínicas de reabilitação e são submetidos a choques elétricos, drogas, hipnose e à boa e velha disciplina militar chinesa.
vBi
Ministro da Comida
não, não é no Brasil. a idéia vem de longe. lá pelazuropa, mais exatamente no país com a pior culinária e os melhores (e mais hypes) chefs da atualidade: O Reino Unido.
foi numa entrevista ao Guardian que o top chef mais aclamado do momento, Jamie Oliver, resolveu dizer que acha que seu país precisa mesmo é de um “Ministro da Comida” para aguentar a crise alimentícia que pode vir a transformar a população britânica em gordinhos.
em meio a uma das piores crises econômicas mundiais, Jamie quer que a Rainha e o Primeiro-Ministro pensem em alguém – que não seja ele – para ocupar o posto e ensinar os ingleses não só a cozinhar mas a alimentar-se bem. e o Ministério fiscalizaria, também, retaurantes, lugares que vendam comida, etc.
a idéia é bem bacana. mas um tanto quanto estranha. e seria no mínimo cômico ver o país do fish’n'chips criar um cargo oficial para alguém cuidar de comida…esse sim seria o TOP CHEF.
vBi
as eleições que ninguém viu nos EUA…
sim. Barack Obama foi eleito o novo presidente dos EUA. as eleições do país também foram uma das maiores em número de eleitores. sim, o mundo agora pode ficar mais tranquilo com a eleição do primeiro negro a ocupar o cargo máximo no mundo – não é, afinal? mas o que ninguém está lembrando é que não foram apenas eleições presidenciais que ocorreram nesta terça-feira nos Estados Unidos da América; diversos Estados votaram também assuntos muito mais importantes e polêmicos que decidir quem continuará como chefe máximo da maior potência mundial.
na Flórida, no Arkansas, na Califórnia e no Arizona, os revolucionários estadunidenses, os mesmos que elegeram Barack Obama seu primeiro presidente negro e descendente de africanos, regrediram no que diz respeito à democracia. nesses 4 Estados, foi votada também a chamada Proposition 8 (Prop. 8, ou proposição 8 em Português), que torna ilegal o casamento entre homossexuais. e os agora tão compreensivos cidadãos dos EUA, que elegeram um negro, votaram pelo “não”, ou seja, pela ilegalidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo, tornando a prática não só ilegal mas, agora, impossível de ser executada. a partir de hoje, essa também minoria da população regride no tempo e em seus direitos.
já no Colorado e na Dakota do Sul, a população votou contra o aborto. não é ruim nem bom. até hoje ainda há grandes discussões no mundo inteiro acerca do assunto. mas proibir o aborto não é também regredir na “democracia”? afinal, não teria a mulher seu direito de recusar um filho indesejado ou o qual vá nascer já fadado à morte devido a alguma doença?
o exemplo de “democracia” tão disseminado pelos EUA não é lá isso que todos pensam. sim, agora podemos todos respirar aliviados com o fato de que Obama foi eleito, mas não se consegue mudar, de uma hora para a outra, a mentalidade de todo um povo desacostumado às diferenças…
-
Arquivos
- Outubro 2009 (4)
- Setembro 2009 (3)
- Agosto 2009 (1)
- Julho 2009 (2)
- Junho 2009 (5)
- Maio 2009 (4)
- Abril 2009 (1)
- Março 2009 (4)
- Fevereiro 2009 (2)
- Dezembro 2008 (1)
- Novembro 2008 (8)
- Outubro 2008 (9)
-
Categorias
-
RSS
Entradas RSS
Comentários RSS


