Jovens ocupam seu tempo viajando ao redor do mundo e aprendendo novas culturas
A palavra Globe Trotter, de origem inglesa, define um tipo especial de viajante ainda raro no Brasil, mas já conhecido mundo afora. Os trotadores globais são, geralmente, jovens e passam longos períodos viajando pelos lugares mais inusitados do mundo em busca de novas e diferentes culturas – e, muitas vezes, fazem da viagem sua vida. Para eles, não há lugar ruim nem bom, apenas lugares novos.
Alguns desses Trotters, como o norte-americano Matthew Keppnes, 26, chegam mesmo a largar suas vidas completamente em busca de aventuras em países diferentes. Bem diferentes, no caso de Matthew, que já esteve em locais como Singapura e, desde 2006, não retorna a sua casa.

Matthew em foto de divulgação de seu próprio blog
Para ele, tudo começou com uma viagem à Tailândia que o fez decidir voltar para os Estados Unidos, terminar a faculdade, largar o emprego e sair sem um rumo certo. “Em um primeiro momento fiquei bastante nervoso com a idéia. Depois, fiquei excitado e ansioso, mas uma vez que você se liberta da rotina de acordar, trabalhar e voltar para casa, você se sente definitivamente mais livre”, afirma o jovem.
A “loucura” do rapaz já o levou a lugares tão exóticos quanto o Butão, e certamente o dá fôlego para continuar firme com sua idéia de “conhecer o mundo inteiro”. Para se manter durante suas excêntricas viagens, Matthew possui um site sobre viagem chamado Nomadic Matt (algo como “o nômade Matt”) e arranja trabalhos esporádicos em locais que gosta de ficar um pouco mais. “Eu trabalho um pouco, junto dinheiro, viajo, escolho um lugar e volto a trabalhar. E tudo continua num ciclo vicioso (até o dia em que eu decidir parar com isso)”, conta.
Apesar do chavão, para essas pessoas o importante é, literalmente, conhecer os quatro cantos do mundo. Ou, pelo menos, os lugares mais diferentes possíveis dentro daquilo que podem. É o caso, por exemplo, de outro globe trotter, Andrew Hayes, que também escreve para um site – blog – sobre viagem. Ele, por exemplo, não tem como viagens preferidas nenhum lugar extremamente exótico. Mas ao invés de ir a cidades comuns e fazer programas de turista, ele visita locais aos quais quase ninguém vai.
“Um dos lugares mais surpreendentemente bonitos que conheci é Melbourne, na Austrália. A cidade foi como um sonho que se transformou em realidade – foi exatamente o que eu imaginei que a Austrália seria”, diz Andrew. Segundo ele, o ar cosmopolita de Melbourne se mescla com uma sensação de provincianismo, o que o fez sentir como se “tivesse chegado a um lugar que conhecesse a vida toda”.
Brasileiros trotadores
A essência de um trotador global está em justamente gostar de viajar e não ter nenhum tipo de preconceito. Engana-se quem pensa que eles viajam apenas para os confins do planeta. Ser um conhecedor do mundo é justamente conhecer o que é diferente e descobrir o que houver de inusitado nas cidades turísticas.
O que não se pode esquecer, porém, é que um globe trotter não é apenas um turista. O turismo existe para eles, mas viajar é mais que lazer; é viver, aprender como o mundo é. Por isso, não é tão fácil assim decidir visitar lugares como atividade cotidiana, o que explica o fato de serem poucos os brasileiros que realmente se empenham em trotar pelo mundo.
O problema desse tipo de decisão é que, para os brasileiros em especial, resolver ser um globe trotter envolve muito dinheiro. Por aqui, como também ainda não há uma cultura forte de se conhecer outras regiões e países, o normal mesmo é que filhos de famílias ricas façam, no máximo, viagens para a Europa e Estados Unidos.

O Trotter Andrew quase não para em casa, mas, quando retorna, aproveita ao máximo
Viagem com cultura
Outra característica dos globe trotters é o fato de eles encararem suas viagens como forma de entender e aprender novas culturas e de se adaptar a elas, o que os torna muito mais compreensíveis e “cidadãos mais globalizados”. Andrew Hayes, por exemplo, conta que quando esteve na Austrália resolveu participar do Tamworth’s Country Music Festival, um festival de música country típico. “Eu até cheguei a participar da maior roda de dança do mundo! E veja bem que eu não gosto de música country, mas as pessoas eram amigáveis e eu passei o tempo inteiro rindo. O que mais alguém poderia querer?” afirma.
Já uma colega sua de blog, Amanda Kendle, que é australiana, gosta de, além de viajar, ficar certo tempo em algumas das cidades pelas quais “trota”. Isso a ajuda a entender melhor a cultura local e a aproveitar ao máximo sua estadia nos países. “Já vivi em Osaka [Japão], Bratislava [Eslováquia] e Heilbronn [Alemanha], e a partir dessas experiências cheguei à conclusão que as pessoas são basicamente as mesmas em qualquer lugar do mundo”, conta a australiana.
Para Amanda, a experiência mais proveitosa foi viver no Japão. “Quando cheguei não conseguia comer a comida e

Amanda em sua viagem pelo deserto do Saara.
sequer ler placas nas ruas! Depois de um tempo passei a entender a cultura local”, conta. Mas além de viver em países outros que não o seu, Amanda também já viajou ficando somente nas casas de locais para pernoitar. Na Rússia, ela conta que isso fez sua estadia mais interessante.
Isso é basicamente o que une essas pessoas e todos os outros globe trotters (ou seriam “cidadãos do mundo”?): a vontade de conhecer e entender as diferentes culturas dos locais que, para muitos, são considerados estranhos. Esse tipo de viajante consegue aproveitar muito mais suas aventuras e compreende muito melhor o funcionamento de um mundo cada dia mais globalizado, além de, é claro, viajar muito e conhecer sempre novos lugares.
vBi
o e-mail 2.0
a notícia mais barulhenta desses últimos tempos, para os geeks e nerds de plantão – depois da E3 -, foi o anúncio que o Google fez sobre seu novo aplicativo, o Google Wave. (ou, em outras palavras, como definido pelos próprios inventores do Wave, o “e-mail como ele seria se tivesse sido criado hoje). o nome é bem sugestivo, dado que wave, em português, quer dizer “onda”, e é bem isso que o Google propõe: uma ferramente que funcione em ondas, continuamente.
a ideia do novo “e-mail” é juntar tudo numa coisa só: mensageiro instantâneo, correio eletrônico, serviços de compartilhamento de arquivos e outras coisas mais, com a diferença de que tudo será instantâneo. tá, o MSN já faz muito disso. não, ele não faz. o “instantâneo” do Wave é instantâneo mesmo; enquanto você escreve sua mensagem, responde a um e-mail, a pessoa do outro lado do mundo poderá ler, letra por letra, aquilo que você quer dizer!
além disso, quando o usuário do Wave quiser compartilhar fotos, bastará que ele as arraste para seu “wave” (como eles estão chamando as “conversas”) e, na mesma hora, a(s) outra(s) pessoa(s) já as estará(ão) vendo! tudo de forma muito simples e prática.
o melhor de tudo é que o conceito de Wave será livre. isso quer dizer que não importa quem mais o queira usar, poderá. ou seja, Google Wave é só o nome da ferramente do Google, mas pode vir a existir o MSN Wave, o Yahoo Wave e etc. o que o Google venderá é a ideia Wave.
a ferramente ainda está em fase beta de testes, e só é aberta para poquíssimos usuários, mas o Google pretende lançá-la ainda este ano. será, certamente, A revolução da internet.
vBi
trotes
depois de merecidas férias – afinal, desculpem, mas mesmo manter o blogue durante as férias era dose -, finalmente consegui voltar à normalidade da vida: faculdade, blogueadas, estudos, e por aí vai…
e aproveitando tudo isso, como é início de aula na maioria das universidades e faculdades do País, é claro que não dá para não falar de trote. principalmente porque a minha faculdade, em especial, adota uma política fortíssima anti-trote (com a qual eu, em parte, concordo). um universitário que discorda de trote? o mundo deve estar perdido mesmo…
as coisas não são bem assim…eu não discordo do trote, eu só não acho que a forma como acontece hoje é legal. o trote em si é um ritual de passagem, quando saímos finalmente da adolescência e passamos à “vida adulta”, ou pelo menos damos início a esse processo. é quando finalmente começamos a estudar apenas aquilo que gostamos e entramos na faculdade (!).
raspar o cabelo dos meninos é menos do que “barbárie”, como alguns preferem chamar – meio radical demais, não? é apenas uma forma de mostrar que eles completaram esse ritual de passagem, que eles agora também iniciam uma nova etapa da vida. a tinta, a bebida e a festa vêm de brinde. atire a primeira pedra quem nunca bebeu álcool. ok, reformulando: atire a primeira pedra quem nunca ficou extremamente embriagado, e qual desses nossos reitores e diretores não passou mal de tanto beber quando tinha nossa idade e não fez uma ou outra besteira (menos grave, é claro).
juventude é assim mesmo. é quando o ditado “aprende-se com os próprios erros” mais vale, porque é aí que nós mais erramos, mas também que mais aprendemos. dar trote, ficar bêbado…tudo isso faz parte.
já a parte com a qual discordo e que não entendo mesmo é o que leva um veterano, sóbrio – afinal, quem mais bebe são os “bixos” – a jogar ácido corrosivo em seus calouros. ou a espancá-los. o trote deixa de ser divertido e perde seu caráter de rito de passagem quando dá-se margem a esse tipo de conduta, não quando veteranos e calouros juntam-se para se pintar e beber!
o problema é que tem gente que não foi educada, simplesmente. (aliás, a palavra educação é errôneamente atrelada à escola, pois muitos pais acham que seus filhos são ótimos porque estudaram no Bandeirantes, no Dante Alighieri ou no Vértice). educação vem de casa, são nossos pais que ensinam. a escola nos dá cultura, informação, nos torna pensadores. pessoas educadas são essas que fazem do trote algo saudável e divertido. esses que acham que são educados porque pagaram 2000 reais de mensalidade na escola são os mesmos que vêem graça em agredir alguém.
infelizmente não tem como evitar que esse tipo de pessoa exista, por isso hoje muitos abominam o trote. na minha faculdade, chegou-se ao absurdo de controlarem a saída e entrada de todos os alunos veteranos por meio eletrônico e pelo preenchimento de uma ficha na hora de sair em que devemos dizer aonde vamos, qual nosso nome, qual nosso Registro Acadêmico e o que vamos fazer.
parece-me com a época da ditadura. acham um exagero falar isso? bom, eu também acho um exagero meus reitores nos compararem a Hitler e afins por pintarmos e cortarmos os cabelos dos calouros. cada um com seu ponto de vista, cada um com sua hipérbole. principalmente porque até hoje não aconteceram grandes acidentes nos trotes da minha faculdade. já teve uma menina que, de bêbada, causou acidente, ok. concordo que é péssimo. mas não sei de ninguém que tenha sido agredido fisicamente ou algo do gênero.
eu entendo que o que acontece na maioria das faculdades é grave, mas não entendo o trote ser visto com tantos maus olhos em uma instituição na qual estamos acostumados a, no máximo, pedir pedágio – o que me desculpe um certo jornalista, eu não acho que vá tão longe assim a ponto de significar um total descaso em relação à nossa sociedade e toooodas aquelas filosofadas que o povo gosta de dar. é uma brincadeira e ponto. se está insatisfeito, antes de reclamar conosco, vá vender seu provável carro de 50 mil reais comprado num país no qual há gente morrendo de fome, passe a usar transporte público e dedique mais tempo da sua vida a ajudar as pessoas ao invés de só falar (o que muitos desses estudantes que gostam de “protagonizar uma terrível comédia social” fazem). a vida é simplesmente irônica mesmo.
no fim, acho que, pelo menos no caso da minha faculdade, tudo foi levado a um patamar muito além do real. concordo em acabar com o trote, mas esse trote irresponsável e maluco, não um trote cidadão, não com o rito de passagem. falta, talvez, as próprias instituições de ensino superior investirem um pouco mais para ensinar seus alunos que eles podem comemorar a nova fase da vida. só não precisa ser que nem um bando de bárbaros loucos e inconsequentes.
PS: eu preciso frisar, talvez, que, apesar de todos os trotes da minha faculdade acontecerem no mesmo local, eu só participei de um: o do meu curso. portanto, o que eu falei sobre ser leve e sobre não ter problemas diz respeito ao que eu conheço e vi. claro que posso estar errado e possam ter acontecido coisas piores nos trotes de outros cursos, mas nós do Jornalismo realmente não passamos do pedágio.
vBi
novas…raves? neon neon+klaxons
e ontem os produtores do Tim tinham mais motivos ainda para sentirem-se péssimos: se no dia do Kanye West o Ibirapuera parecia vazio, ontem então nem se comentava. se tivessem 200 pessoas, tinha muito. e o show do Neon Neon não animou muito ninguém. bom, pelo menos não até entrar um cara gordinho vestido excentricamente e botar o povo pra cima – foi o ápice do show.
depois de mais um tempinho esperando, já com o Ibirapuera um pouco mais cheio na parte da frente do palco, entraram os garotos do Klaxons, todos vestidos de forma bem…à la mode. uma amiga chegou a comentar que as roupas eram “o sonho de qualquer mulher”. mas ok, os caras ousaram.
e aí sim parecia que aquele lugar viria abaixo. quem estava na frente não precisava nem pular: o tablado construído cedia tanto aos pulos do público que ficando parado você já era lançado ao ar. e o público cantou aos berros os hits Golden Skans, Magick, Atlantis to Interzone, Gravity’s Rainbow e It’s Not Over Yet. a cada uma dessas músicas parecia que o parque viria abaixo (para quem estava lá na frente).
foi um show espetacular, mesmo que para poucas pessoas. como o do LCD SoundSystem ano passado!
e os caras do Klaxons realmente mandam muito bem no palco. não falam muito, de um jeito bem indie
(apesar de serem rotulados como “new rave”) de ser. mas tudo o que fazem é louco. aliás, o rótulo “new rave” fica bem explicado depois do show. é simplesmente louco. e eles ainda são simpáticos! o tecladista não parava de olhar a platéia e rir. e como todo moleque novo, eles ainda ficavam fazendo piadas e rindo entre uma música e outra.
valeu cada centavo gasto, mesmo tendo sido caro.
vBi
Petição contra maus tratos aos animais…chineses!
Estava eu por aqui mexendo no meu Facebook quando me deparo com o seguinte convite: “Petição contra as torturas e maus
tratos a animais na China”. Ok. Desde quando a China é malfeitora nesse assunto? Não que algum país o deixe de ser, mas porque especificamente a China?! E o conteúdo da “comunidade” era em Francês!
Não sei se tem muito a ver com as Olimpíadas, mas de qualquer forma me fez ponderar sobre o assunto. Não é de hoje que esses movimentos (às vezes radicais) saem por aí organizando protestos e, de vez em quando, atacando pessoas que usam peles ou testam alguma coisa em algum animal. Pessoalmente, acho que tudo que é radical demais perde o sentido. Sou vegetariano, mas não por causa dos animais. De qualquer forma, desde que resolvi parar de comer qualquer tipo de carne, passei a preocupar-me
mais. Mas se alguém quer comprar um casaco de pele…
O campo dá margem para inúmeros debates. Os caras da Peta (People for Ethical Treatmen of Animals) são conhecidos por invadir desfiles e jogar tinta nas roupas, perseguir modelos e estilistas, e enfim, muitas coisas mais. Acho que lutar pelos direito dos animais é válido, mas não é o homem um animal também? Então quando eles atacam essas pessoas, não estão, de certa forma, indo contra os próprios ideais? Radicalismo demais.
Tudo deve ter um equilíbrio. Imaginem se todos resolvessem comer carne. Será que não acabariam os animais em algum ponto? (essa é para aqueles imbecis que sempre argumentam “ai, mas a planta tem vida!”). E imaginem se o mundo inteiro virasse vegetariano. Haveria lugar pra plantar tanto? E os animais? Como ia ser? (e essa para os radicais).
O post todo não tem por objetivo atingir ninguém e nem falar nada demais. Realmente só quis entender porque uma petição contra a China. Disso vieram surgindo várias outras coisas…Quem quiser assinar, mesmo assim, é aqui: http://rohcavamaintenant.free.fr/Jo/Petitions.html (devem ter umas 10 diferentes para assinar).
vBi
.Mixtape. goes Neu!
Ok. Eu já sabia da informação, mas achei melhor não divulgar nada porque não me cabia essa tarefa e por motivo de amizade. Perdi o furo depois que o Lúcio Ribeiro – do Popload – resolveu contar hoje aquela que é “a fofoca do ano” da noite paulistana: a festa .Mixtape., comandada pelo Dj Guab, sairá este final de semana do Milo Garage para reabrir em uma nova casa em um local totalmente…excêntrico – Água Branca.
Existente já há anos, a festa de sábado do Milo era a que mais lotava, e certamente sempre foi um exemplo de festa Indie na noite paulistana. Nunca houve festa que conseguisse disputar com as 4 horas de fila que aguardavam todos os sábados para ouvir o Dj indie mais famoso de São Paulo tocar, chovesse, fizesse frio ou calor.
Agora, a .Mixtape. se muda juntamente com o DJ e sua trupe para um novo lugar em São Paulo que provavelmente chamará-se “Neu” – que, coincidentemente, em Alemão significa “novo”. Além da festa de sábado, a Peligro, que acontecia às quintas, também vai junto. A última vez que ambas as festas acontecem no Milo Garage será esta semana.
Detalhes de como será o lugar ainda não foram dados, até porque ninguém visitou ainda a casa nova. Além das festas retiradas do Milo – imaginem como ele não deve estar -, a festa de sexta do clube Berlim, que é dos mesmos donos da Peligro, também deve mudar-se para o novo espaço, que deve ficar perto do Parque da Água Branca.
São Paulo precisava de uma casa nova, e a .Mixtape. precisava de um lugar mais aconchegante. Dá-lhe, Guab.
vBi
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