veja Bien…

um olhar inusitado sobre os fatos.

estranhas coincidências

o presidente Barack Obama, dos Estados Unidos, afirmou hoje em discurso que o corte no imposto para os cidadãos estadunidenses será sentido apenas em alguns meses. ok, essa é a parte chata da notícia. o que me chamou a atenção foi como o “primeiro presidente negro da história dos EUA” (que longo, não?) falou:

“Nunca antes na história…” (by Obama)

como nosso querido presidente diria, “nunca antes na história desse país alguém se atrevera a me plagiar!”(by Lula-lá)

nem nisso nós brasileiros conseguimos vencer os EUA…para mim só falta descobrirem o dedo mindinho postiço do Obama (é que lá eles têm teconlogia mais avançada, né?).

 

nunca antes...

nunca antes...

...na história desse país!

...na história desse país!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

vBi

Fevereiro 21, 2009 Publicado por Lucas | cotidianices | , , , | Sem comentários ainda

trotes

depois de merecidas férias – afinal, desculpem, mas mesmo manter o blogue durante as férias era dose -, finalmente consegui voltar à normalidade da vida: faculdade, blogueadas, estudos, e por aí vai…

e aproveitando tudo isso, como é início de aula na maioria das universidades e faculdades do País, é claro que não dá para não falar de trote. principalmente porque a minha faculdade, em especial, adota uma política fortíssima anti-trote (com a qual eu, em parte, concordo). um universitário que discorda de trote? o mundo deve estar perdido mesmo…

as coisas não são bem assim…eu não discordo do trote, eu só não acho que a forma como acontece hoje é legal. o trote em si é um ritual de passagem, quando saímos finalmente da adolescência e passamos à “vida adulta”, ou pelo menos damos início a esse processo. é quando finalmente começamos a estudar apenas aquilo que gostamos e entramos na faculdade (!).

raspar o cabelo dos meninos é menos do que “barbárie”, como alguns preferem chamar – meio radical demais, não? é apenas uma forma de mostrar que eles completaram esse ritual de passagem, que eles agora também iniciam uma nova etapa da vida. a tinta, a bebida e a festa vêm de brinde. atire a primeira pedra quem nunca bebeu álcool. ok, reformulando: atire a primeira pedra quem nunca ficou extremamente embriagado, e qual desses nossos reitores e diretores não passou mal de tanto beber quando tinha nossa idade e não fez uma ou outra besteira (menos grave, é claro).

juventude é assim mesmo. é quando o ditado “aprende-se com os próprios erros” mais vale, porque é aí que nós mais erramos, mas também que mais aprendemos. dar trote, ficar bêbado…tudo isso faz parte.

já a parte com a qual discordo e que não entendo mesmo é o que leva um veterano, sóbrio – afinal, quem mais bebe são os “bixos” – a jogar ácido corrosivo em seus calouros. ou a espancá-los. o trote deixa de ser divertido e perde seu caráter de rito de passagem quando dá-se margem a esse tipo de conduta, não quando veteranos e calouros juntam-se para se pintar e beber!

o problema é que tem gente que não foi educada, simplesmente. (aliás, a palavra educação é errôneamente atrelada à escola, pois muitos pais acham que seus filhos são ótimos porque estudaram no Bandeirantes, no Dante Alighieri ou no Vértice). educação vem de casa, são nossos pais que ensinam. a escola nos dá cultura, informação, nos torna pensadores. pessoas educadas são essas que fazem do trote algo saudável e divertido. esses que acham que são educados porque pagaram 2000 reais de mensalidade na escola são os mesmos que vêem graça em agredir alguém.

infelizmente não tem como evitar que esse tipo de pessoa exista, por isso hoje muitos abominam o trote. na minha faculdade, chegou-se ao absurdo de controlarem a saída e entrada de todos os alunos veteranos por meio eletrônico e pelo preenchimento de uma ficha na hora de sair em que devemos dizer aonde vamos, qual nosso nome, qual nosso Registro Acadêmico e o que vamos fazer.

parece-me com a época da ditadura. acham um exagero falar isso? bom, eu também acho um exagero meus reitores nos compararem a Hitler e afins por pintarmos  e cortarmos os cabelos dos calouros. cada um com seu ponto de vista, cada um com sua hipérbole. principalmente porque até hoje não aconteceram grandes acidentes nos trotes da minha faculdade. já teve uma menina que, de bêbada, causou acidente, ok. concordo que é péssimo. mas não sei de ninguém que tenha sido agredido fisicamente ou algo do gênero.

eu entendo que o que acontece na maioria das faculdades é grave, mas não entendo o trote ser visto com tantos maus olhos em uma instituição na qual estamos acostumados a, no máximo, pedir pedágio – o que me desculpe um certo jornalista, eu não acho que vá tão longe assim a ponto de significar um total descaso em relação à nossa sociedade e toooodas aquelas filosofadas que o povo gosta de dar. é uma brincadeira e ponto. se está insatisfeito, antes de reclamar conosco, vá vender seu provável carro de 50 mil reais comprado num país no qual há gente morrendo de fome, passe a usar transporte público e dedique mais tempo da sua vida a ajudar as pessoas ao invés de só falar (o que muitos desses estudantes que gostam de “protagonizar uma terrível comédia social” fazem). a vida é simplesmente irônica mesmo.

no fim, acho que, pelo menos no caso da minha faculdade, tudo foi levado a um patamar muito além do real. concordo em acabar com o trote, mas esse trote irresponsável e maluco, não um trote cidadão, não com o rito de passagem. falta, talvez, as próprias instituições de ensino superior investirem um pouco mais para ensinar seus alunos que eles podem comemorar a nova fase da vida. só não precisa ser que nem um bando de bárbaros loucos e inconsequentes.

PS: eu preciso frisar, talvez, que, apesar de todos os trotes da minha faculdade acontecerem no mesmo local, eu só participei de um: o do meu curso. portanto, o que eu falei sobre ser leve e sobre não ter problemas diz respeito ao que eu conheço e vi. claro que posso estar errado e possam ter acontecido coisas piores nos trotes de outros cursos, mas nós do Jornalismo realmente não passamos do pedágio.

vBi

Fevereiro 18, 2009 Publicado por Lucas | Comportamento | , , , , | 2 Comentários